Potencial alelopático de Morus nigra L. sobre alface e plantas nativas

Thaís Cristina Cassiano do Nascimento; Taciara Cristina Mombach; Samanta Jaqueline Dalanhol; Michele Fernanda Bortolini

  • Thaís Cristina Cassiano do Nascimento
  • Taciara Cristina Mombach
  • Samanta Jaqueline Dalanhol
  • Michele Fernanda Bortolini
Palavras-chave: Espécies exóticas; amora-negra; Aleloquímicos; Cedrela fissilis Vell; Schinus terebinthifolius R.

Resumo

Alelopatia refere-se à influência, benéfica ou prejudicial, que um organismo vegetal provoca no ciclo de vida de outros organismos. O objetivo deste trabalho foi investigar o potencial alelopático de folhas de Morus nigra L. sobre alface (Lactuca sativa L.), bem como, avaliar seu efeito sobre Cedrela fissilis Vell. e Schinus terebinthifolius R., duas espécies arbóreas nativas. A partir de folhas adultas de M. nigra, fez-se o extrato aquoso bruto (20%), o qual foi diluído nas proporções de 5%, 10%, 30% e 50%, para compor os tratamentos, além da testemunha, somente com água destilada. O experimento foi conduzido com 4 repetições de 25 diásporos de alface e 4 repetições de 50 sementes de cedro e aroeira, dispostos em discos e rolos de papel germiteste. Avaliou-se porcentagem de germinação, velocidade média de germinação, tempo médio de germinação e crescimento médio de raiz. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado e as médias comparadas pelo teste de Tukey (5%). Não foi observada diferença significativa, para as diferentes concentrações do extrato aquoso de folha de amora, em nenhum dos parâmetros avaliados para os diásporos de alface e para as espécies nativas. Verificaram-se indícios numéricos de que pode ocorrer interferência alelopática de amora sobre as espécies testadas. Concluiu-se que, apesar das diferenças numéricas, não se pode comprovar o efeito alelopático das folhas de amora.

Publicado
2021-01-18