Potencial de geração de bioeletricidade com casca de arroz no Brasil

Samuel N. Melegari de Souza; Ana Carla Vieira; Reginaldo F. Santos; Deonir Secco; Reinaldo A. Bariccatti; Carlos Eduardo Camargo Nogueira

  • Samuel N. Melegari de Souza
  • Ana Carla Vieira
  • Reginaldo F. Santos
  • Deonir Secco
  • Reinaldo A. Bariccatti
  • Carlos Eduardo Camargo Nogueira
Palavras-chave: Biomassa; análise imediata; energia renovável.

Resumo

O Brasil por apresentar grandes dimensões cultiváveis, solo e condições climáticas adequadas é um importante fornecedor de matéria prima para a produção de bioenergia, ou seja, os resíduos gerados durante o processo de produção agrícola podem ser utilizados para geração de energia. Este trabalho teve como objetivo determinar o potencial energético da casca de arroz por meio da obtenção do poder calorífico e outros parâmetros de combustão, em seguida foi determinado o potencial de produção de bioeletricidade com casca de arroz no Brasil. Uma amostra de casca foi seca em uma estufa, queimada numa mufla a diferentes temperaturas de acordo com a análise pretendida, obtenção da umidade, carbono fixo, voláteis e teor de cinzas, seguindo normas da ABNT (NBR 8112). O poder calorífico superior (PCS) foi determinado utilizando-se uma bomba calorimétrica. Com dados de produção de arroz no Brasil, obtidos em boletins do IBGE (2012), as estimativas de casca de arroz (20% do peso do arroz) e o poder calorífico inferior (PCI) foi obtido o potencial técnico de geração de bioeletricidade. A casca de arroz apresentou um poder calorífico inferior de 13,15 MJ.kg-1. O potencial de produção de bioeletricidade com casca de arroz em 2010 foi estimado em 15,4 a 20,6 TWh.  

Publicado
2020-12-10