Aplicação de nitrogênio no consórcio da cultura do milho com trigo mourisco

  • Augustinho Borsoi Centro Universitário FAG
  • Matheus Henrique de Souza
Palavras-chave: Fagopyrum esculentum Moench; Zea mays L.; Plantio consorciado.

Resumo

A busca de alternativas para diversificar os sistemas produtivos torna importante o uso de consórcio de diferentes plantas, avaliando sua interação. O objetivo desse estudo foi avaliar a influência de diferentes doses de nitrogênio na cultura do milho e do trigo mourisco em cultivo consorciado. O experimento foi realizado no período de janeiro a maio de 2018, em Cascavel, no Paraná. O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados, com cinco tratamentos e quatro repetições, totalizando 20 unidades experimentais. Os tratamentos adotados foram: T1 - 0 kg ha-1, T2 – 25 kg ha-1, T3 – 50 kg ha-1, T4 – 75 kg ha-1 e T5 - 100 kg ha-1 de N na forma de ureia (43% de N). As variáveis avaliadas foram a produção de matéria seca da cultura do trigo mourisco e altura de plantas de ambas as culturas, número de fileiras por espiga, massa de mil grãos e produtividade da cultura do milho. Não houve diferença estatística significativa em relação as doses de nitrogênio sobre as variáveis avaliadas.  A produção do milho no consórcio obteve uma variação de 12.785,93 a 14.923,12 kg ha-1. Já a produção de matéria seca do trigo mourisco teve uma variação de 2.025,00 a 2.568,89 kg ha-1. O consórcio entre trigo mourisco e milho se mostrou viável e não houve resposta das culturas a aplicação de N em cobertura nas doses e condições estudadas.

Publicado
2021-10-07
Seção
Artigos